30/03/2007
30 dicas para escrever bem
01. A voz passiva deve ser evitada.
02. Anule aliterações altamente abusivas.
03. Analogias na escrita são tão úteis quanto chifres numa galinha.
04. Conforme recomenda a A.G.O.P., nunca use siglas desconhecidas.
05. Cuidado com a hortografia, para não estrupar a língúa portuguêza.
06. Deve evitar ao máx. a utiliz. de abrev., etc.
07. É desnecessário fazer-se empregar de um estilo de escrita demasiadamente rebuscado. Tal prática advém de esmero excessivo que raia o exibicionismo narcisístico.
08. Evite lugares-comuns como o diabo foge da cruz.
09. Evite repetir a mesma palavra, pois essa palavra vai ficar uma palavra repetitiva. A repetição da palavra vai fazer com que a palavra repetida desqualifique o texto onde a palavra se encontra repetida.
10. Evite frases exageradamente longas, pois estas dificultam a compreensão da idéia nelas contida e, por conterem mais que uma idéia central, o que nem sempre torna o seu conteúdo acessível, forçam, desta forma, o pobre leitor a separá-la nos seus diversos componentes de forma a torná-las compreensíveis, o que não deveria ser, afinal de contas, parte do processo da leitura, hábito que devemos estimular através do uso de frases mais curtas.
Já foram 10, tem mais 20 no risada.com
escrito por: Professor João Pedro – Unicamp.
13:55 Escrito em Piada Textual | Permalink | Comentários (0)
27/03/2007
Cidade de Deus
Assisti esse filme ontem na Globo. E não gostei. Não porque o filme é violento ou só mostra a parte feia do Rio de Janeiro como vejo em muitas críticas pela Internet. Simplesmente porque não é uma história bem contada. Pode até ser uma história boa, mas não foi bem contada.
Pra começar, filme que é inteirinho narrado não me agrada. Se é pra fazer um filme então a história tem que ser contada pelas imagens. Se precisa de um narrador contando o que está acontecendo só posso concluir que os produtores não sabiam fazer um filme. O narrador diz: "Esse é o Fulaninho, e ele é um cara violento" e em seguida aparece o tal fulaninho dando tiro num monte de gente pra mostrar que ele é violento. Tem alguma coisa sobrando aí. Se a gente tá vendo o que tá acontecendo não precisa ficar contando. Isso fica legal no programa Linha Direta (que não é cinema).

De repente é por causa do narrador, mas o filme é extremamente previsível. Mostra um acontecimento e depois volta pra mostrar o que aconteceu antes. Só que já deu pra adivinhar o que aconteceu. Nem precisava mostrar. Mais repetição da história. Se um moleque aparece e fala "Eu quero matar o homem que matou meu pai" quem é que não vai ver na hora que o "homem que matou meu pai" está na frente do garoto o tempo todo? Teve muita coisa semelhante o filme todo. "Revela essas fotos pra mim". Num jornal? Claro que vai acabar saindo na capa. "Ele vai me matar". Alguém duvidava que o ex-Dadinho ia adorar?
Deve ser por causa disso tudo que eu achei o filme muito chato. Não sou crítico de cinema e nem quero botar defeito no filme, mas eu esperava mais de um "quase Oscar de melhor roteiro adaptado.
O livro deve ser muito bom.
22:55 Escrito em Cinema | Permalink | Comentários (0)

